Consciência Coletiva

Acredita-se na interação através da boa vontade e da paciência





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Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003

 
ESPAÇOS virtuais e consciência coletiva ¿ o caso dos weblogs¿

A proposta deste trabalho é analisar como se dão os processos de construção de uma comunidade virtual através de um novo recurso técnico chamado ¿weblog¿. Como citei o processo de construção do mito através da oralidade, que é uma expressão da consciência coletiva por uma interfase primitiva, cito agora uma interfase de tecnologia moderna, diria mais, futurística.
Com o avanço das tecnologias da informação utilizados na Internet, surgiram em meados do ano 2000: os weblogs. Rapidamente estão se transformando no meio mais eficaz de comunicação e expressão ¿on-line¿.
Weblog numa tradução literal seria ¿rede de registros¿, a tradução não é exata, mas é pensado e utilizado como um diário ou jornal pessoal na Internet. Através de recursos técnicos altamente avançados e simplificados, o usuário comum pode manter uma página pessoal (homepage) fácil e rapidamente.
Utilizando interfaces gráficas simples, o usuário de weblog pode manter cotidianamente informações atualizadas na Internet. Uma das grandes vantagens dos blogs (como são chamados carinhosamente), é sua escalabilidade, ou seja, a possibilidade de atualizar suas informações de qualquer computador conectado à rede Internet exigindo apenas um navegador (browser). Eles não se limitam a um único sistema operacional e mostram poucos conflitos com navegadores diversos. A rapidez com que se consegue publicar uma informação é sua característica mais impressionante. Enquanto um website comum pode levar semanas ou meses em elaboração, desenvolvimento, testes, design, layout, configuração, etc, um blog leva poucos minutos, utilizando-se técnicas de ¿templates¿, ¿CSS¿ e ¿Javascripts¿.
Criar um blog não exige nenhum conhecimento de programação do usuário, nem mesmo desses termos que mencionei. Sua interfase intuitiva e simplificada deixa o usuário à vontade para colocar seus textos, suas fotos e, com um pouco mais de dificuldade, seus sons.
O que se pretende ao longo do trabalho é verificar como se dão essas relações entre os usuários que utilizam blogs para manifestar suas vivências, suas intimidades, para toda uma rede mundial de pessoas (conhecidas e desconhecidas).
Que potenciais terapêuticos terão essas inconfidências publicadas cotidianamente para quem escreve e para quem as lê? É fato que todos os blogueiros (como são chamados esses confidentes virtuais) tem o hábito de navegar por blogs de desconhecidos. Uma prática comum entre os blogueiros, é colocar em seus diários (pessoais digitais), links para seus weblogs preferidos, que, de um modo geral, são amigos, do colégio, da faculdade, do trabalho ou familiares.
Uma outra característica que impressiona é o design. Em geral, os blogs têm uma qualidade estética muito superior aos sites convencionais, sendo fonte de inspiração pra as webpages mais inovadoras e artísticas da web. Até onde pude perceber, a comunidade de blogueiros é em sua maioria estudantes de artes plásticas, informática, comunicação ou jornalismo, mas não é excludente nesse sentido, pois em todas as áreas encontramos profissionais que blogam.
Verificando a eficácia dos weblogs como instrumento de comunicação e aprendizado (e-learning), instituições, empresas e corporações começam a utilizar essa tecnologia para divulgar notas informativas sobre produtos e serviços, com direitos a uma resposta (feedback) ágil e a uma interação profunda. Há quem afirme tranqüilamente, que os weblogs são premissas de uma nova imprensa mundial. Eles representariam a versão ¿beta¿ de um futuro jornal efetivamente real, posto que nos blogs não existem editores, redatores ou outros profissionais intermediando o ¿fato¿ do ¿leitor¿ (espectador).
Uma das questões mais intrigantes é o grau de sinceridade declarado nos blogs. Os usuários tendem a demonstrar aversão às máscaras sociais que são obrigados a usar no seu dia-a-dia e usam este instrumento como recurso revolucionário de prática social, e conseqüentemente, psicológica. O que encontramos nesses blogs é o reflexo do pensamento, das preocupações, angústias, desejos, criatividade, etc., dessas pessoas, que exorcizam suas indignações, seus extravasamentos (afetivos, sociais, sexuais, etc.) em suas declarações diárias, semanais, ou mensais. A cultura dos weblogs mostra-se como um universo complexo da subjetividade individual e coletiva, como espaço construtor de redes de sociabilidade, como centro nervoso dessa estrada da informação em desenvolvimento. Aparecem como objeto de estudo da Psicologia Social e Coletiva, da Sociologia, da Antropologia, da Psiquiatria, da Arte e do Design, enfim, é um objeto complexo que envolve relações técnicas das mais variadas e dos mais diversos ramos do conhecimento. Sintetizam assim o projeto de ¿aldeia global¿ proposto ainda na década de 1960 por Marshall McLuhan: Uma coletividade virtual de alta capacidade tecnológica, produzindo conhecimentos e estruturando saberes.

Consciência

¿... A consciência animal não vai além daquilo que seus órgãos dos sentidos trazem até ele. (...) o animal não está preso apenas aqui, mas também ao agora...¿ págs. 18/19.
¿... só podemos pensar nas coisas através das palavras que as representam(...) quanto mais conceitos posso articular, maior é o meu mundo, maior é o alcance e amplitude de minha consciência...¿ págs. 22/23.
¿... 1984, de George Orwell, (...) Quanto menos palavras a população soubesse, menor a sua capacidade de raciocínio e menor sua consciência de mundo...¿ pág. 24

Por consciência observamos uma ampla variedade de conceitos, mas quando tratamos de consciência coletiva, nos referimos ao que Pierre Lévi chama de Inteligência Coletiva. Segue trecho da abertura de conferência proferida em São Paulo, através do SESC em setembro de 2002:

¿...Há muito tempo reflito sobre inteligência coletiva e não sou o único a fazê-lo. Isso é tema de inúmeras pesquisas em muitos países do mundo, pesquisas particularmente relacionadas com a utilização da Internet, de novas tecnologias, de fóruns de discussão virtual etc. Eu diria que não apenas o número de pessoas interessadas no assunto cresce, mas também o objeto de reflexão, que há mais ou menos dez anos vem tendo um crescimento extraordinário, pois há cada vez mais pessoas que se organizam por intermédio da Internet visando à cooperação intelectual. Esse é um movimento que se iniciou no domínio científico, pois foi a comunidade científica que inventou a Internet e que se serviu primeiro dela para trocas de idéias, cooperações etc. Podemos dizer que ela é uma das mais antigas praticantes da inteligência coletiva com suas jornadas científicas, seminários, colóquios onde cada um comenta o que faz e tentam construir juntos um saber comum, ao mesmo tempo que têm liberdade de propor teorias diferentes. Não é, pois, de se espantar que ela tenha inventado a Internet, o correio eletrônico, os fóruns de discussão e esse imenso hipertexto da web que, no fundo, reproduz a prática muito antiga da citação, da nota de rodapé, da bibliografia etc.

Não é só na comunidade científica que se pratica a inteligência coletiva, mas também ¿ e cada vez mais ¿ no mundo dos negócios, porque existe a necessidade de empregar pessoas capazes de tomar iniciativas, de coordenar, de inventar novas soluções, de resolver problemas e de fazer tudo isso coletivamente, de forma organizada. Evidentemente, essas novas ferramentas de comunicação são as mais adequadas para isso e há todo um movimento no ¿management¿ contemporâneo que visa a desenvolver práticas de inteligência coletiva.

Há, também, outros campos, por exemplo, o da política ou, para falar de uma maneira mais ampla, o da cidadania. Hoje, muitas comunidades locais, muitos governos de vários países estão tentando aprofundar os processos de consulta da população, os processos de democracia deliberativa através de fóruns de discussão sobre questões de política local, permitindo à população deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente. Há, portanto, um campo geral da ciberdemocracia. Acabo de publicar um livro sobre o tema, onde faço muitas referências a ¿sites¿ que tratam do assunto.

Há mais de dez anos pesquisadores em ciências sociais vêm refletindo sobre o vínculo social, o capital social e percebemos que uma das condições mais importantes para o desenvolvimento humano são as relações, os vínculos de trocas, de serviços, de conhecimento, de sociabilidade. Isso pode ocorrer na economia, no lazer, no jogo, em trinta e cinco mil coisas diferentes. Sempre se soube disso, mas estamos percebendo hoje a importância da relação social organizada, inventiva e viva. Quando eu digo organizada não quero dizer por um centro, uma instância superior, mas auto-organizada, espontânea, de alguma forma.


Realidade

¿... A realidade não é simplesmente construída, mas socialmente edificada...¿ pág. 36.
¿... o mais alto nível de legitimação da realidade social: o universo simbólico...¿ pág. 56.
¿... o meio mais importante na manutenção da realidade é a conversa, ou seja, através dela, o mundo é incessantemente reafirmado. (...) pela linguagem o mundo ganha sentido e significação...¿ pág. 72.
¿... Algo que nunca é falado possui para nós uma realidade subjetiva vacilante e fraca, em oposição à solidez daquilo que nos preocupa e de que falamos o dia inteiro...¿ pág. 73.
¿... A dificuldade do esquizofrênico em erigir para si mesmo uma identidade una e coerente, fragmentando-se numa multiplicidade de ¿eus¿, tem sid encarada pelas modernas teorias psicológicas como resultantes do choque entre realidades contraditórias durante a sua infância...¿ pág. 88.

O esquizo é a resultante de uma síntese malfeita entre a realidade subjetiva e objetiva do sujeito. A realidade subjetiva seria, neste sentido, a identidade, e a
realidade objetiva os motivos e as preocupações.

¿... a realidade que habitamos tem a sua definição ditada pelos grupos sociais e culturais a que pertencemos...¿ pág. 101.

Inconsciente

O inconsciente tem vários significados:
1. Quando uma pessoa sofre um golpe ou pancada que lhe produz uma funcional do cérebro;
2. Quando se encontra sob influência do éter durante operação cirúrgica;
3. Quando dormimos;
4. Quando agimos automaticamente, por habito ou reflexo.
Nossas lembranças e recordações repousam no inconsciente quando não estamos pensando nelas.

¿... Podemos definir o inconsciente como o reino dos pensamentos, desejos e ações vagas, não claramente reconhecidas nem completamente admitidas. É a região do pensamento incontrolado...¿ pág. 46.

Coloco aqui essas definições do inconsciente para tentar livrar de possíveis dúvidas conceituais, que ocorrem facilmente em campos tão controversos como a mente humana.

Subconsciente

¿... O subconsciente é o domínio dos instintos, das emoções e dos reflexos, em oposição ao reino consciente da razão. O subconsciente se relaciona princialmente com os pensamentos, sentimentos e desejos egoístas...¿ pág. 47

¿... Encontrar significados não resolve, nem nada acrescenta...¿ pág. 47

¿Cuide dos meios, que o fim cuidará de si mesmo¿

¿ Introjeção: é o meio pelo qual, inconscientemente, absorvemos idéias, atitudes emocionais, padrões de comportamento que vivenciamos;
¿ Identificação: é o meio pelo qual, automaticamente, imitamos o comportamento e maneirismos de alguém, colocando-nos em seu lugar;
¿ Projeção: é a maneira de atribuir a outrem desejos ou defeitos que não admitimos existir em nós mesmos.

Onisciência

¿... podemos cumular informações sobre experiências, mas nunca as próprias experiências...¿ pág. 3.
¿... cada um de nós possui, em potencial, a Onisciência...¿ pág. 10.
¿... O esquizofrênico é uma alma, não só impura, como também desesperadamente desgostosa com sua situação. Seu tormento consiste na incapacidade de proteger-se contra a realidade, seja ela interior (subjetiva) ou exterior (objetiva) refugiando-se no universo do senso-comum, por nós mesmos construído ¿ esse mundo estritamente humano das noções úteis, dos símbolos compartilhados pelos demais, das convenções socialmente aceitáveis...¿ pág. 31.
¿... O impulso para superar a personalidade autoconsciente é, um anseio capital da alma...¿ pág. 38.

Inconsciente

¿... Encontramo-nos trajados de um inconsciente quando sonhamos, quando deliramos, quando fazemos um ato falho, um lapso...¿ pág. 21.

As Três Ecologias que compõem o real segundo Gatarri: meio ambiente, socius e psique.

Subjetividade

¿... Estamos diante de uma escolha ética crucial: ou se objetiva, ou se reifica, se ¿cientificiza¿ a subjetividade ou, ao contrário, tenta-se apreendê-la em sua dimensão de criatividade processual...¿ pág. 24.
¿... É preciso considerar que existe uma essência maquínica que irá se encarnar em uma máquina técnica, mas igualmente no meio social, cognitivo, ligado a essa máquina ¿ os conjuntos sociais são também máquinas, há máquinas científicas, teóricas, informacionais...¿ pág. 51.
¿... O oral mais cotidiano é sobrecodificado pelo escritural; o escritural mais sofisticado é trabalhado pelo oral...¿ pág. 114.
¿... Uma ecologia do virtual se impõe...¿ pag. 116.
¿... Estranhos aparatos, dirão vocês, essas máquinas de virtualidade, esses blocos de perceptos e de afetos mutantes, meio-objeto meio-sujeito...¿ pág. 117.
¿... toda leitura do passado é sobrecodificada por nossas referências no presente...¿ pág. 128.
¿... a subjetividade coletiva territorializada é hegemônica...¿ pág. 131.
¿... O ser não precede a essência maquínica; o processo precede a heterogênese do ser...¿ pág. 138.
¿... A subjetividade entrou no reino de um nomadismo generalizado...¿ pág. 169.
¿... É verdadeiramente indispensável que um trabalho coletivo de ecologia social e de ecologia mental seja realizado em grande escala...¿ pág. 174.
¿... É o socius, em toda sua complexidade, que exige ser re-singularizado, re-trabalhado, re-experimentado...¿ pág. 176.

Os K-logs

Os Know-logs representam, estes sim, o verdadeiro significado de comunidades de conhecimento. São como pequenos jornais virtuais segmentados nos assuntos relevantes ao público, principalmente porque o público é quem publica os artigos e as rege as pautas.
A diferença entre os k-logs e os weblogs , é uma questão organizacional e não estrutural. Os k-logs nascem como alternativa viável a grupos de discussão que visam aprofundamentos nos mais variados campos do saber. Por ser uma ferramenta simples, torna a comunicação de artigos, resenhas, opiniões e críticas muito mais eficaz. Os blogs utilizados para a criação de uma inteligência, ou consciência, coletiva unem a comunicação assícrona dos e-mails, com a onipresença da WWW. Alguns pensadores mas céticos não vêem os blogs como ferramenta revolucinária, mas isso se deve mais ao conceito de ¿revolução¿ que eles utilizam do que às mudanças de práxis que esta ferramenta está possibilitando. Considero os blogs revolucionários, por que a partir deles uma nova relação ¿homem-intenet¿ está se formando. Mesmo os heavy-users da informática se espantam com a praticidade de um blog. Enquanto escrevo milhares de pessoas estão agora ouvindo pela primeira a palavra blog, milhares de outras estão criando novos blogs, e outro tanto atualizando-os.







NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO DA LINGUA PORTUGUESA


Consciência. [do latim conscientia.] Substantivo feminino. 1. Filosofia. Atributo altamente desenvolvido na espécie humana que se define por uma oposição básica é o atributo pelo qual o homem toma em relação ao mundo (e, posteriormente, em relação aos chamados estados interiores, subjetivos) aquela distancia em que se cria a possibilidade de níveis mais altos de integração. 2. Por extensão. Conhecimento desse atributo. 3. faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados: uma consciência reta; consciência torturada. 4. Conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica: ¿Tudo isso se desenrolava dentro dele sem que ele próprio tivesse plena consciência dos pensamentos.¿(Machado de Assis). 5. Conhecimento, noção, idéia. 6. Cuidado com que se executa um trabalho, se cumpre um dever; senso de responsabilidade: ¿Fez a tradução com toda a consciência.¿ 7. Honradez, retidão, probidade: homem de consciência. ? Consciência coletiva. Sociologia. Conjunto de representações, de sentimentos ou de tendências não explicáveis pela psicologia do indivíduo, mas pelo fato do agrupamento dos indivíduos em sociedade. Consciência de si. Filosofia. Autoconsciência. Consciência moral. Ética. A faculdade de distinguir o bem do mal, de que resulta o sentimento do dever ou da interdição de se praticarem determinados atos, e a aprovação ou o remorso por havê-los praticado.

Subjetivo. [Do latim subjectivu]. Adjetivo. 1. Relativo a sujeito. 2. Existente no sujeito 3. Individual, pessoal, particular: É muito subjetiva a sua visão do assunto. 4. Passado unicamente no espírito de uma pessoa. 5. Filosofia. Válido para um só sujeito. 6. Filosofia. Que pertence unicamente ao pensamento humano, em oposição ao mundo físico.

Subconsciente. [De sub+consciente.] Adjetivo 2 g. 1. Pertencente ou relativo ao subconsciente ou à subconsciência. ? Substantivo masculino. 2. Psicologia. O conjunto dos processos e fatos psíquicos que estão latentes no indivíduo, mas lhe influenciam a conduta e podem facilmente aflorar à consciência: As tendências, os hábitos, as lembranças, os conhecimentos pertencem ao domínio do subconsciente.

Inconsciente. [De in + Consciente]. (...). 9. Psicologia. O conjunto dos processos e fatos psíquicos que atuam sobre a conduta do indivíduo, mas escapam ao âmbito da consciência e não podem a esta ser trazido por nenhum esforço da vontade ou da memória, aflorando, entretanto, nos sonhos, nos atos falhos, nos estados neuróticos ou psicóticos, isto é, quando a consciência não está vigilante. ? Inconsciente coletivo. Psicologia. Parte do incosnciente individual que procede da experiência ancestral e transparece em certos símbolos encontrados nas lendas e mitologias antigas, constituindo arquétipos.

Arquétipo. [Do grego archétypon.] Substantivo masculino. 1. Modelos de seres criados. 2. Padrão, exemplar, modelo, protótipo. 3. Psicologia. Segundo C. G. Jung, psicólogo e psicanalista suíço (1875-1961), imagens psíquicas do inconsciente coletivo, que são patrimônio comum a toda a humanidade: O paraíso perdido, o dragão, o círculo, são exemplos de arquétipos que se encontram nas mais diversas civilizações.

Onisciente. [De oni + latim sciente] Adjetivo. Que sabe tudo; onissapiente. (omnisciente).


posted by Carlos Magno Rodrigues Rocha at 12:34 AM Comments:

 

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