Acredita-se na interação através da boa vontade e da paciência
magno_rocha@hotmail.com
ICQ:104980038 De Fortaleza, no bairro São João do Tauape. 31 anos, dois filhos, uma Parati89, uma Pencam e um celular A55. Capoeira e Antropologia Visual, ou seja, esporte, música, fotografia, cinema e história.
Quero fazer um filme de capoeira sobre os capoeiras.Me linka vai!
Pire aqui: Quinta-feira, Janeiro 20, 2005 Festival Vida e Arte
Ao som de Maria Betânia, diretamente do Festival Multicultural promovido pelo Jornal O Povo.
Acabei de assistir a um espetáculo da Edisca e tive um encontro casual com a linda Giselle Itiê.
Estou num cybercafé (sem café) gratuito. Os computadores são uns IBM pretos com monitores de 17" e gabinete no estilo desktop.
Pire aqui: Sexta-feira, Agosto 08, 2003 REPUTAÇÃO HACKER
Na Internet, como em qualquer tipo de socialidade, existe o problema da reputação. Um site de sucesso é uma página onde milhares de pessoas a visitam diariamente, e isso só acontece quando os serviços e as informações oferecidas satisfazem aos interesses de quem os acessa. Nesse sentido, estes websites têm uma boa reputação, mas para mantê-la, os administradores devem estar atentos à forma como distribuem a publicidade nas suas páginas.
Uma das formas de se ganhar dinheiro com a Internet é colocando banners de anunciantes nas páginas do website. Existem muitos tipos de banners, desde um pequeno selo até janelas pop-up, que abrem uma nova página, deixando a navegação chata e complicada.
Sempre atentos às normas de reputação, dificilmente vemos um portal com grandes janelas pop-up. O comum é vermos banners no topo, no pé e numa lateral das páginas de grandes portais, além de pequenas janelas pop-up que reaparecem a cada atualização da página. Mas mesmo obedecendo a esses padrões, as propagandas poluem o ambiente visual e ocupam o espaço que poderia estar ocupado por informação útil.
Os chamados portais-currais tedem a prender o internauta incauto dentro de seus emaranhados de links publicitários levando informações banalizantes e escondendo do usuário as verdadeiras possibilidades da Internet, fazendo-o crer que Internet é aquilo que eles decidem mostrar.
A ética hacker prega um comportamento diferenciado. Os hackers acreditam que o respeito ao visitante é de importância crucial para a sobrevivência na rede.
Visando essa boa reputação vários mecanismos foram desenvolvidos para tornar a navegação agradável ao mesmo tempo em que se divulgam os produtos dos anunciantes.
Os grandes sites são famosos por terem grandes aportes de capitais para disseminarem pelas outras mídias sua existência e funcionalidade. É o caso da globo.com, do uol, do aol, do terra, e mais outros poucos. Nesses portais concentram-se mais de 70% de todo capital investido na Internet brasileira, são eles que empregam os profissionais mais conhecidos do grande público e atraem para si quase a totalidade dos internautas do país. São estes portais também que ajudam a disseminar um conceito errôneo do que seja o hacker.
Diferentemente do que se divulga nos meios televisivos, cinema, rádio, etc., os hackers não são piratas de computador que passam a vida a burlar as leis do ciberespaço à cata de informações privilegiadas e enganando sistemas de computadores. Os verdadeiros hackers são, na verdade, os administradores do caos virtual. São eles que preservam as boas normas de conduta e combatem o mal uso da rede.
É preciso separar o joio do trigo. Foram os hackers que tornaram possível a Internet. As pessoas que podemos chamar de hackers, são aquelas que demonstram estar preocupadas com a segurança e a confiabilidade da Internet. Eles são os mais prejudicados com essa onda de vandalismo pregada pelas ¿mass media¿. A má reputação que têm os hackers hoje é fruto da má distribuição da informação fora da Internet e do mal-entendido gerado por essa má distribuição. Por isso, e contra isso, é que nasceu um novo conceito de se fazer Internet, que visa exclusivamente a informação, e que seja pessoal e intransferível. Diferente do velho conceito de imparcialidade, esse novo modelo visa exatamente o contrário, o engajamento. As opiniões são pessoais e os pontos de vistas particulares. Com isso deixa-se para o internauta a decisão de acreditar ou não, de voltar amanhã ou não, de dar sua opinião ou não. Nesse novo modelo, o mais importante é o feedback, de forma que o leitor possa manifestar sua opinião e mais do que isso, disponibilizá-la para outros usuários. Alguns poderão dizer que isso já acontece desde os primórdios da Internet, mas digo que não com essa confiabilidade. Nos grandes portais, se você se sentir ofendido ou lesado por alguma informação, você terá como reclamar, mas não saberá se esta sendo ouvido ou não, você então insistirá, telefonará, até que seus gritos sejam ouvidos pelos responsáveis. Nesta nova acepção o feedback é imediato. Ao final da leitura é possível disponibilizar sua indignação ou elogio, não só ao administrador do site, mas para todos os visitantes, e isso sem impedir a publicidade que por ventura contenha no site.
Isso agrega valor ao website. O leitor passa a confiar na qualidade da informação do site, posto que ela é tão valiosa quanto a sua própria.
Essa nova forma de fazer Internet gerou, por parte de alguns pioneiros, o Manifesto Cluetrain a nível mundial, que defende a informação como bem público, e este gerou a nível nacional o Mídia Tática Brasil, o MTB.
O MTB foi um evento realizado em São Paulo e organizado por blogueiros que terminou no domingo, dia 16 de março de 2003. Nesse evento foram discutidas formas de inclusão digital e de ver o mundo virtual que ainda vão repercutir muito na Internet. Não cabe aqui discutir o teor dos debates e das exposições do evento, mas unicamente seu caráter alternativo e combativo da forma como as grandes empresas pensam a Internet.
Num recente artigo intitulado ¿the web of ends¿ (a rede de pontas), publicado pelos criadores do Manifesto Cluetrain, eles reforçam a idéia defendida por Pierre Lévy, onde a cibercultura é na verdade um mundo de pontas. Com isso eles querem dizer que cada internauta está no começo e no fim da rede, cada computador está ligado a outro sem a necessidade de intermédios, onde cada usuário da rede está ligado diretamente a outro. Nesse artigo ele aponta alguns erros conceituais do que seja a Internet:
1. A Internet não é complicada;
2. A Internet não é uma coisa, é um acordo;
3. A Internet é burra;
4. Adicionar valor à Internet reduz o seu valor;
5. Todo o valor da Internet cresce na sua periferia;
6. O dinheiro se muda para os subúrbios;
7. Não é o fim do mundo, é um mundo de pontas ("The end of the world? Nah, the world of ends");
8. As três virtudes da Internet: a. Ninguém é dono; b. Todos podem usá-la; c. Qualquer um pode melhorá-la;
9. Se a Internet é tão simples, por que tantos se enganam sobre ela?;
10.Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.
São preocupações como estas que fazem a reputação dos hackers, esses teóricos no mundo virtual. Ações como as que culminaram num evento como o Mídia Tática Brasil fazem a reputação desses profissionais da Internet, que preocupam-se não só com o dinheiro e o conteúdo, mas com a inclusão. Acreditam num ambiente colaborativo e num desenvolvimento verdadeiramente coletivo. Acreditam na utopia de um mundo menos áspero e mais humano, mesmo através de interfaces maquínicas. Essas atitudes geram confiança e respeito, conseqüentemente uma boa reputação.
Foram os hackers que inventaram uma nova forma de fazer websites. Páginas pessoas, corporativas, de empresas, de escolas, etc., estão passando por uma reformulação existencial fantástica. Antes um site servia apenas para vender informações, serviços e produtos, com os weblogs os sites sofreram um verdadeiro upgrade funcional. O site agora é um instrumento de coletivização, de comunicação direta síncrona-assíncrona.
Pire aqui: Quinta-feira, Maio 08, 2003
Fim da leitura de "A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço" de Pierre Lévy.
7:36 PM
Pire aqui: Inteligência coletiva: concepções, expressões e processos de formação
O ideal da inteligência coletiva implica a valorização técnica, econômica, jurídica e humana de uma inteligência distribuída por toda parte, a fim de desencadear uma dinâmica positiva de reconhecimento e mobilização das competências.
O conteúdo da escrita é a fala, o da imprensa é a escrita, o do telégrafo a palavra impressa, o da tv o rádio, o do cinema a televisão, o do ciberespaço todos eles. E qual seria o conteúdo da fala? A fala por sua própria configuração é um processo de pensamento, real, não-verbal em si mesmo. Seu conteúdo é o pensamento, a cognição, em última análise o conhecimento e a sabedoria humana.
A inteligência coletiva não é um conceito exclusivamente cognitivo.
A cognição é o processo do conhecer, de tomar conhecimento, aprender.
A inteligência coletiva é um projeto global cujas dimensões éticas e estéticas são tão importantes quanto os aspectos tecnológicos e organizacionais, uma valorização do humano.
A economia sempre girará em torno do que jamais se automatiza completamente, do humano, do relacional, do irredutível.
É função da inteligência coletiva promover a sociabilidade, a hospitalidade, o reconhecimento mútuo, criar diversidades, proporcionar ferramentas de autonomia, variar os prazeres, aumentar a competência dos grupos e dos indivíduos.
O objetivo desta consciência coletiva é colocar em questão para a análise comum um possível tecnodemocracia, que nada mais é do que uma democracia interfaciada pelas tecnologias da comunicação. Mas antes é preciso centrarmos bem no ambiente sócio-histórico e sócio-técnico em que vivemos. Para isso colocarei uma pequena linha do tempo sob ao aspectos das diversas tecnologias.
Um espaço antropológico é um sistema próprio do mundo humano, dependente de técnicas, de significações, da linguagem, da cultura, das convenções, das representações e das emoções humanas.
Os espaços antropológicos são espaços de significações que surgiram seqüencialmente durante o percurso da história do homo-sapiens e que hoje convivem temporalmente e espacialmente causando fenômenos vários. São 4 os espaços antropológicos:
1. O Espaço Terra caracterizado pela predominância da linguagem oral, das técnicas e das formas mais elementares de organização social, como a religião em seu sentido mais amplo;
2. O Espaço Território, cujas características são o domínio da agricultura, do surgimento das cidades e da escrita;
3. O Espaço Mercantil predominando o controle dos fluxos de materiais, dos negócios distantes, das estradas e dos viajantes.
4. O Espaço do Saber onde a sabedoria coletiva orquestra tendências.
O formigueiro fornece o exemplo do contrário da inteligência coletiva, pois o formigueiro é pré-humano. Lá, como no cupinzeiro, nada é pensamento, todas as práticas estão no instinto, no animalesco.
A inteligência coletiva tem início na cultura, no nprocesso ancestral de tranmissão de saberes. Pensamos com idéias, línguas, tecnologias cognitivas que recebemois de uma comunidade.
A inteligência coletiva é uma consciência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta de uma mobilização efetiva das competências.
Ninguém sabe tudo, todos sabem alguma coisa, todo o saber está na humanidade.
Assiste-se hoje a uma verdadeira organização da ignorância sobre a inteligência das pessoas.
O projeto de consciência coletiva inclui e emplia o ¿conhece-te a ti mesmo¿ para um ¿aprendamos a nos conhecer para pensarmos juntos¿, e generaliza o ¿penso, logo existo¿ em um ¿formamos uma inteligência coletiva, logo existimos como uma comunidade¿.
A condição elementar da inteligência coletiva é uma nova dimensão da comunicação, que permita-nos compartilhar nosso conhecimentos e apontá-los uns para os outros.
A inteligência coletiva se manifesta de maneira inconsciente em diversos setores da sociedade. Ela está em todos os meios de comunicação e transporte, ela está nas estradas e nas ruas, nos sistemas de telefonia e eletricidade, nas instituições e governos. Inclusive diz-se que os estados totalitários não resistiram por sua baixa ênfase na inteligência coletiva.
Encontramo-nos agora na situação de uma espécie em que cada membro teria boa memória, seria observador e astuciosos, mas ainda não teria atingido a inteligência coletiva por falta de uma linguagem articulada.
A hominização, o processo de surgimento do gênero humano, não terminou, mas acelera-se de maneira brutal.
A consciência coletiva não é uma coisa. Ela é um processo de interação, comunicação e reciprocidade humana.
Não é mais o tempo da história, tendo como referência a escrita, a cidade, o passadp, mas de um espaço móvel, paradoxal, que nos vem igualmente do futuro.
Passamos do ¿cogito¿ cartesiano ao ¿cogitamus¿. Longe de fundir as inteligências individuais em uma espécie de magma indistinto, a inteligência coleitva é um processo de crescimento, de diferenciação e de singularidade.
A sociedade da informação é um mal-entendido, nada se automatiza tão bem e tão rápido quanto o tratamento ou a transmissão da informação.
A gíria oferece uma indicação imediata da percepção em transformação
Toda tecnologia nova cria um ambiente que é logo considerado corrupto e degradante
O estudo dos meios de uma só vez, abre as portas da percepção
A arte ofertada como um bem de consumo e como um meio de apurare a percepção permanece enganosa e esnobe como sempre
Neste nova atitude há uma profunda fé a ser procurada, uma fé que refere à harmonia última de todo ser
Cada uma das extensões acarreta no indivíduo e na sociedade um entorpecimento
O meio é a mensagem
A luz elétrica é informação pura
O conteúdo de qualquer meio ou veículo é sempre outro meio ou veículo.
A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantêm separados
A cultura tomada em seu amplo sentido etnográfico é este todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade segundo Edward Tylor
Segundo Lévi-Strauss, a cultura é um sistema simbólico que é uma criação acumulativa da mente humana
O capitalismo é desterritorializante. Seu conteúdo é o controle dos fluxos no território. Como o Rei Midas transforma em ouro o que tocava, o capitalismo transforma em mercadoria tudo o que inclui em seus circuitos. O rei Midas morreu de fome. A grande máquina cibernética do capital, com sua virulência epidêmica parece invencível, inesgotável. Que movimentos mais rápidos, mais envolventes que os da economia da desterrritorialização poderiam promover sua desterritorialização?
Estamos nos aproximando rapidamente da fase final das extensões do homem: a simulação tecnológica da consciência, pela qual o processo criativo do conhecimento se estenderá coletiva e corporativamente a toda a sociedade humana.
Eletricamente contraído, o globo já não é mais do que uma vila
Todas as culturas possuem seus modelos favoritos de percepção e conheciemnto, que elas buscam aplicar a tudo e a todos.
Não importa o que pensemos, que sejamos contra ou a favor, devemos admitir que a maior parte dos indícios de que dispomos apontam para um futuro cada vez mais marcado elo mercado capitalista, a ciência e a técnica.
Sei que você está aí. Eu sinto você agora. Sei que está com medo. Está com medo de nós. Está com medo das mudanças. Não conheço o futuro. Não vim aqui dizer como isso vai acabar, eu vim dizer com vão começar. Vou desligar este telefone e mostrar a essas pessoas o que você não quer que elas vejam. Vou mostrar a elas um mundo sem você. Um mundo sem regras e controle, sem limites e fronteiras. Um mundo onde tudo é possível. Para onde vamos daqui é uma escolha que deixo para você.
Ecologia é redes, entender ecossistemas será em última análise entender redes.
Há três tipos de sistemas vivos ¿ organismos, partesd e organismos e comunidades de organismos.
Ecologia, vêm do grgo Oikos(lar), é o estudo do lar Terra. O termo foi introduzido pelo biólogo alemão Ernst Haeckel em 1866 que a definiu como ¿a ciência das relações entre o organismo e mundo externo circunvizinho¿. Uma relação termodinâmica.
As moléculas e os átomos, estruturas descritas pela física quântica, consistem em componentes. Esses componentes não podem ser entendidos como entidades isoladas ], mas devem ser definidos por meio de suas inter-relações. No formalismo da teoria quântica, essas relações expressas em termos de probabilidades, e as probabilidades, e as probabilidades são determinadas pela dinâmica do sistema todo.
Nada resiste à análise, pois ela ignora a natureza do meio, dos meios em geral e de qualquer meio em particular
A análise significa isolar alguma coisa a fim de entendê-la; o pensamento sistêmico significa coloca-la no contexto de um todo mais amplo.
O pensamento sistêmico é contextual.
As propriedades essenciais de um organismo, ou sistema vivo, são propriedades do todo, que nenhuma das partes possui. Elas surgem das interações e das relações entre as partes. Essas propriedades são destruídas quando o sistema é dissecado, física ou teoricamente, em elementos isolados. Embora possamos discernir partes individuais em qualquer sistema, essas partes não são isoladas, e a natureza do todo é sempre diferente da mera soma das partes.
O cinema pela pura aceleração mecânica, transportou-nos do mundo das seqüências e dos encadeam,entos para o mundo dfas estruturas e das configurações criativas.
A velocidade elétrica misturou as culturas pré-historicas com os detritos mercadológicos industriais, os analfabetos com os semiletrados e os pós-letrados.
Estamos atentos a destribalização pela escrita e seus efeitos traumáticos no homem tribal
Submergir os nativos com torrentes de conceitos para os quais não foram preparadops é a ação normal de toda a nossa tecnologia. Mas com os meios elétricos, começamos a sofrer exatamente a mesma inundação que atinge o remnoto nativo. Estamos tão preparados para enfrentar o rádio e a televisão em nosso ambiente letrado quanto um nativo em relação à escrita.
O dinehiro é uma extensão da vida de nossos sentidos. O dinheiro provocou uma revolução na sociedade feudal japonesa no século XVII que depois de dois séculos de isolamento retomaram o intercambio com países estrangeiros.
Nós nos transformamaos naquilo que contemplamos
O artista sério é única pessoa capaz de enfrentar impune a tecnologia , justamente porque ele é um perito nas mudanças da percepção.
As tecnologias especializadas destribalizam. A tecnologia elétrica não especializada retribaliza.
O significado de uma mensagem é a mudança que ela produz na imagem. O interesse antes pelo ¿efeito¿ do que pelo ¿significado¿ é uma mudança básica de nosso tempo, pois o efeito envolve a situação total e não apenas um plano do movimento da informação.
Numa cultura visual altamente letrada é comum acontecer que a aparencia visual ofusque o som do nome da pessoa, já numa cultura auditiva o que se impõe é o som do nome da pessoa.
O nome de alguém é um verdadeiro passe hipnótico que a pessoa fica submetida durante toda a vida.
O trabalho humnano tende a se deslocar cada vez mais emdireção ao inautomatizavel, a saber, a criatividade, a iniciativa, a coordenação e a relação. Nosso pais eram camponeses, nosso filhos trabalharão em nebulosas formadas por empresas conectadas em rede.
A navegação de longo curso e a imprensa nascem juntas. O desenvolvimento dos correios estimula e utiliza tanto a eficácia quanto a segurança das malhas rodoviárias. O telegrafo se expande ao mesmo tempo que as estradas de ferro. O automóvel e o telefone tomam os mesmo rumos. O rário e a televisão são ontemporaneos do desenvolvimento da aviação e exploração espacial.
Do homo erectus ao homosapiens, a humanidade nasce em algum da África Oriental, entre um Milão e 300 mil anos antes de cristo.
As ultimas hipóteses dos paleontólogos sugerem que nossos ancestrais mais diretos habitavam a mesma zona geográfica. É provável que eles tenham falado a mesma língua ou línguas vizinhas e estavam em comunicação direta uns com os outros. A escrita surge na chamada revolução neolítica há 10 mil anos, onde uma mutação técnica, social, cultural, política e demográfica se traduziu na invenção da agricultura, da cidade e do estado.
As tecnologias da inteligência são processos mentais de entendimento através de associações orais, escritas e icônicas.
A consciência coleitiva é o processo social de troca e de produção de conhecimentos.
Novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo. Escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais avançada. A pesquisa científica não pode desenvolver sem um a aparelhagem complexa que redistribui as antigas divisões entre experiência e teoria.
Na época atual, a técnica é uma das dimensões fundamentais do mundo humano, e ela é reconhecidamente um dos mais importantes temas filosóficos e políticos do nosso tempo.
Ninguém mais acredita no progresso, e a metamorfose técnica do coletivo humano nunca foi tão evidente. A informatização das empresas, a rede telemática, os computadores nas escolas, misturam-se inseparavelmente com problemas técnicos, negociações políticas e projetos culturais.
Uma verdadeira integração da informática e do audiovisual pode supor um abandono de um hábito antropológico milenar. A escola é uma instituição que se baseia no falar/ditar do professor e na escrita do aluno há 5 mil anos, e há apenas 4 séculos no uso moderado da impressão.
Pire aqui: Quarta-feira, Março 12, 2003 O objetivo deste blog é criar uma inteligência coletiva. Para isso basta você começar a linkar. Comece aqui http://magnorocha.cjb.net 2:53 AM
Pire aqui: Domingo, Março 02, 2003 RESSURGIDA DAS CINZAS
Um mito grego conta que, a cada 576 anos uma ave chamada Fênix, representante de toda força vital do Universo, torna-se tão poderosa que seu corpo não conseguindo mais conter seu poder se auto-destrói em chamas. Então das cinzas ressurge uma outra Fênix, muito mais fabulosa e completamente nova.
Historicamente observa-se que mais ou menos neste mesmo intervalo de tempo a humanidade se depara com alguma descoberta, acontecimento ou fato, que a faz rever todos os conceitos, comportamentos, crenças, enfim, acontece uma remodelação dos preceitos simbólicos, uma análise profunda nas sociedades, deixando como resultado um aprimoramento que vai separar a história em dois momentos: Como era antes e como vai ser a partir de agora. Analisando os dados históricos dos últimos dois mil anos, observamos esse fenômeno. Por volta do ano zero verificamos o declínio da cultura grega e a ascensão do cristianismo, cerca de 500 anos depois o estabelecimento do Império Romano sob a égide do catolicismo. No ano mil vemos a queda do influente Império muçulmano (otomano) e em 1.500 a descoberta do Novo Mundo, as Américas. O ano 2000 vem com a descoberta do espaço sideral como uma local habitável (No ano 2001 um atentado terrorista destrói o maior símbolo do poder do econômico mundial). O que nos trata o ano 2500?
Ultrapassamos a velocidade do som, comunicamo-nos quase que telepáticamente a qualquer distância, guardamos e ampliamos qualquer som e/ou imagem. Estamos acostumados a operar máquinas todos os dias, do amanhecer ao dormir, sem percebermos transformaram-nos em cibórgues, em máquinas humanas, numa humanidade maquínica. A interface máquina é indispensável na vida do homem contemporâneo. Agora mesmo, eu não estaria escrevendo não fosse o meio elétrico gerado graças a interfaces exteriores ao meu lar, possível devido à inventividade humana.
O texto acima é parte da minha monografia de graduação, você pode reservar a sua por $35 dólares e receber em casa sem nenhum custo adicional. Livraria Cultura, Siciliano, Submarino e Americanas.com. Pode deixar seu cartão, eu confio. Tenha um cartão exclusivo para Internet. Fique por dentro do pensamento antropológico das tecnologias da inteligência.
Aqui em Fortaleza as coisas fenomênicas parecem calmas. Nada de mais acontece. As mesmas ligações continuam sendo feitas: os mesmos apadrinhamentos, os mesmos abandonos. Tudo normal.
Mas um movimento estranho surge do nada.
Ninguém sabe o que é, mas ¿alguém¿ sabe. Uma inteligência estranha percorre caminhos obtusos. São feios caminhos. São belos caminhos. A novidade é contraditória, traz velhas coisas, as mais belas coisas, aquelas que sempre existiram e agente mal pode lembrar-se de umas.
Toda consciência é inteligente? Presumo que sim.
Toda inteligência é consciente? Acredito que não.
Tenho razão então? Tem sim.
Dúvidas? Dívidas.
Pire aqui: Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003
ESPAÇOS virtuais e consciência coletiva ¿ o caso dos weblogs¿
A proposta deste trabalho é analisar como se dão os processos de construção de uma comunidade virtual através de um novo recurso técnico chamado ¿weblog¿. Como citei o processo de construção do mito através da oralidade, que é uma expressão da consciência coletiva por uma interfase primitiva, cito agora uma interfase de tecnologia moderna, diria mais, futurística.
Com o avanço das tecnologias da informação utilizados na Internet, surgiram em meados do ano 2000: os weblogs. Rapidamente estão se transformando no meio mais eficaz de comunicação e expressão ¿on-line¿.
Weblog numa tradução literal seria ¿rede de registros¿, a tradução não é exata, mas é pensado e utilizado como um diário ou jornal pessoal na Internet. Através de recursos técnicos altamente avançados e simplificados, o usuário comum pode manter uma página pessoal (homepage) fácil e rapidamente.
Utilizando interfaces gráficas simples, o usuário de weblog pode manter cotidianamente informações atualizadas na Internet. Uma das grandes vantagens dos blogs (como são chamados carinhosamente), é sua escalabilidade, ou seja, a possibilidade de atualizar suas informações de qualquer computador conectado à rede Internet exigindo apenas um navegador (browser). Eles não se limitam a um único sistema operacional e mostram poucos conflitos com navegadores diversos. A rapidez com que se consegue publicar uma informação é sua característica mais impressionante. Enquanto um website comum pode levar semanas ou meses em elaboração, desenvolvimento, testes, design, layout, configuração, etc, um blog leva poucos minutos, utilizando-se técnicas de ¿templates¿, ¿CSS¿ e ¿Javascripts¿.
Criar um blog não exige nenhum conhecimento de programação do usuário, nem mesmo desses termos que mencionei. Sua interfase intuitiva e simplificada deixa o usuário à vontade para colocar seus textos, suas fotos e, com um pouco mais de dificuldade, seus sons.
O que se pretende ao longo do trabalho é verificar como se dão essas relações entre os usuários que utilizam blogs para manifestar suas vivências, suas intimidades, para toda uma rede mundial de pessoas (conhecidas e desconhecidas).
Que potenciais terapêuticos terão essas inconfidências publicadas cotidianamente para quem escreve e para quem as lê? É fato que todos os blogueiros (como são chamados esses confidentes virtuais) tem o hábito de navegar por blogs de desconhecidos. Uma prática comum entre os blogueiros, é colocar em seus diários (pessoais digitais), links para seus weblogs preferidos, que, de um modo geral, são amigos, do colégio, da faculdade, do trabalho ou familiares.
Uma outra característica que impressiona é o design. Em geral, os blogs têm uma qualidade estética muito superior aos sites convencionais, sendo fonte de inspiração pra as webpages mais inovadoras e artísticas da web. Até onde pude perceber, a comunidade de blogueiros é em sua maioria estudantes de artes plásticas, informática, comunicação ou jornalismo, mas não é excludente nesse sentido, pois em todas as áreas encontramos profissionais que blogam.
Verificando a eficácia dos weblogs como instrumento de comunicação e aprendizado (e-learning), instituições, empresas e corporações começam a utilizar essa tecnologia para divulgar notas informativas sobre produtos e serviços, com direitos a uma resposta (feedback) ágil e a uma interação profunda. Há quem afirme tranqüilamente, que os weblogs são premissas de uma nova imprensa mundial. Eles representariam a versão ¿beta¿ de um futuro jornal efetivamente real, posto que nos blogs não existem editores, redatores ou outros profissionais intermediando o ¿fato¿ do ¿leitor¿ (espectador).
Uma das questões mais intrigantes é o grau de sinceridade declarado nos blogs. Os usuários tendem a demonstrar aversão às máscaras sociais que são obrigados a usar no seu dia-a-dia e usam este instrumento como recurso revolucionário de prática social, e conseqüentemente, psicológica. O que encontramos nesses blogs é o reflexo do pensamento, das preocupações, angústias, desejos, criatividade, etc., dessas pessoas, que exorcizam suas indignações, seus extravasamentos (afetivos, sociais, sexuais, etc.) em suas declarações diárias, semanais, ou mensais. A cultura dos weblogs mostra-se como um universo complexo da subjetividade individual e coletiva, como espaço construtor de redes de sociabilidade, como centro nervoso dessa estrada da informação em desenvolvimento. Aparecem como objeto de estudo da Psicologia Social e Coletiva, da Sociologia, da Antropologia, da Psiquiatria, da Arte e do Design, enfim, é um objeto complexo que envolve relações técnicas das mais variadas e dos mais diversos ramos do conhecimento. Sintetizam assim o projeto de ¿aldeia global¿ proposto ainda na década de 1960 por Marshall McLuhan: Uma coletividade virtual de alta capacidade tecnológica, produzindo conhecimentos e estruturando saberes.
Consciência
¿... A consciência animal não vai além daquilo que seus órgãos dos sentidos trazem até ele. (...) o animal não está preso apenas aqui, mas também ao agora...¿ págs. 18/19.
¿... só podemos pensar nas coisas através das palavras que as representam(...) quanto mais conceitos posso articular, maior é o meu mundo, maior é o alcance e amplitude de minha consciência...¿ págs. 22/23.
¿... 1984, de George Orwell, (...) Quanto menos palavras a população soubesse, menor a sua capacidade de raciocínio e menor sua consciência de mundo...¿ pág. 24
Por consciência observamos uma ampla variedade de conceitos, mas quando tratamos de consciência coletiva, nos referimos ao que Pierre Lévi chama de Inteligência Coletiva. Segue trecho da abertura de conferência proferida em São Paulo, através do SESC em setembro de 2002:
¿...Há muito tempo reflito sobre inteligência coletiva e não sou o único a fazê-lo. Isso é tema de inúmeras pesquisas em muitos países do mundo, pesquisas particularmente relacionadas com a utilização da Internet, de novas tecnologias, de fóruns de discussão virtual etc. Eu diria que não apenas o número de pessoas interessadas no assunto cresce, mas também o objeto de reflexão, que há mais ou menos dez anos vem tendo um crescimento extraordinário, pois há cada vez mais pessoas que se organizam por intermédio da Internet visando à cooperação intelectual. Esse é um movimento que se iniciou no domínio científico, pois foi a comunidade científica que inventou a Internet e que se serviu primeiro dela para trocas de idéias, cooperações etc. Podemos dizer que ela é uma das mais antigas praticantes da inteligência coletiva com suas jornadas científicas, seminários, colóquios onde cada um comenta o que faz e tentam construir juntos um saber comum, ao mesmo tempo que têm liberdade de propor teorias diferentes. Não é, pois, de se espantar que ela tenha inventado a Internet, o correio eletrônico, os fóruns de discussão e esse imenso hipertexto da web que, no fundo, reproduz a prática muito antiga da citação, da nota de rodapé, da bibliografia etc.
Não é só na comunidade científica que se pratica a inteligência coletiva, mas também ¿ e cada vez mais ¿ no mundo dos negócios, porque existe a necessidade de empregar pessoas capazes de tomar iniciativas, de coordenar, de inventar novas soluções, de resolver problemas e de fazer tudo isso coletivamente, de forma organizada. Evidentemente, essas novas ferramentas de comunicação são as mais adequadas para isso e há todo um movimento no ¿management¿ contemporâneo que visa a desenvolver práticas de inteligência coletiva.
Há, também, outros campos, por exemplo, o da política ou, para falar de uma maneira mais ampla, o da cidadania. Hoje, muitas comunidades locais, muitos governos de vários países estão tentando aprofundar os processos de consulta da população, os processos de democracia deliberativa através de fóruns de discussão sobre questões de política local, permitindo à população deliberar sobre assuntos que lhe concernem diretamente. Há, portanto, um campo geral da ciberdemocracia. Acabo de publicar um livro sobre o tema, onde faço muitas referências a ¿sites¿ que tratam do assunto.
Há mais de dez anos pesquisadores em ciências sociais vêm refletindo sobre o vínculo social, o capital social e percebemos que uma das condições mais importantes para o desenvolvimento humano são as relações, os vínculos de trocas, de serviços, de conhecimento, de sociabilidade. Isso pode ocorrer na economia, no lazer, no jogo, em trinta e cinco mil coisas diferentes. Sempre se soube disso, mas estamos percebendo hoje a importância da relação social organizada, inventiva e viva. Quando eu digo organizada não quero dizer por um centro, uma instância superior, mas auto-organizada, espontânea, de alguma forma.
Realidade
¿... A realidade não é simplesmente construída, mas socialmente edificada...¿ pág. 36.
¿... o mais alto nível de legitimação da realidade social: o universo simbólico...¿ pág. 56.
¿... o meio mais importante na manutenção da realidade é a conversa, ou seja, através dela, o mundo é incessantemente reafirmado. (...) pela linguagem o mundo ganha sentido e significação...¿ pág. 72.
¿... Algo que nunca é falado possui para nós uma realidade subjetiva vacilante e fraca, em oposição à solidez daquilo que nos preocupa e de que falamos o dia inteiro...¿ pág. 73.
¿... A dificuldade do esquizofrênico em erigir para si mesmo uma identidade una e coerente, fragmentando-se numa multiplicidade de ¿eus¿, tem sid encarada pelas modernas teorias psicológicas como resultantes do choque entre realidades contraditórias durante a sua infância...¿ pág. 88.
O esquizo é a resultante de uma síntese malfeita entre a realidade subjetiva e objetiva do sujeito. A realidade subjetiva seria, neste sentido, a identidade, e a
realidade objetiva os motivos e as preocupações.
¿... a realidade que habitamos tem a sua definição ditada pelos grupos sociais e culturais a que pertencemos...¿ pág. 101.
Inconsciente
O inconsciente tem vários significados:
1. Quando uma pessoa sofre um golpe ou pancada que lhe produz uma funcional do cérebro;
2. Quando se encontra sob influência do éter durante operação cirúrgica;
3. Quando dormimos;
4. Quando agimos automaticamente, por habito ou reflexo.
Nossas lembranças e recordações repousam no inconsciente quando não estamos pensando nelas.
¿... Podemos definir o inconsciente como o reino dos pensamentos, desejos e ações vagas, não claramente reconhecidas nem completamente admitidas. É a região do pensamento incontrolado...¿ pág. 46.
Coloco aqui essas definições do inconsciente para tentar livrar de possíveis dúvidas conceituais, que ocorrem facilmente em campos tão controversos como a mente humana.
Subconsciente
¿... O subconsciente é o domínio dos instintos, das emoções e dos reflexos, em oposição ao reino consciente da razão. O subconsciente se relaciona princialmente com os pensamentos, sentimentos e desejos egoístas...¿ pág. 47
¿... Encontrar significados não resolve, nem nada acrescenta...¿ pág. 47
¿Cuide dos meios, que o fim cuidará de si mesmo¿
¿ Introjeção: é o meio pelo qual, inconscientemente, absorvemos idéias, atitudes emocionais, padrões de comportamento que vivenciamos;
¿ Identificação: é o meio pelo qual, automaticamente, imitamos o comportamento e maneirismos de alguém, colocando-nos em seu lugar;
¿ Projeção: é a maneira de atribuir a outrem desejos ou defeitos que não admitimos existir em nós mesmos.
Onisciência
¿... podemos cumular informações sobre experiências, mas nunca as próprias experiências...¿ pág. 3.
¿... cada um de nós possui, em potencial, a Onisciência...¿ pág. 10.
¿... O esquizofrênico é uma alma, não só impura, como também desesperadamente desgostosa com sua situação. Seu tormento consiste na incapacidade de proteger-se contra a realidade, seja ela interior (subjetiva) ou exterior (objetiva) refugiando-se no universo do senso-comum, por nós mesmos construído ¿ esse mundo estritamente humano das noções úteis, dos símbolos compartilhados pelos demais, das convenções socialmente aceitáveis...¿ pág. 31.
¿... O impulso para superar a personalidade autoconsciente é, um anseio capital da alma...¿ pág. 38.
Inconsciente
¿... Encontramo-nos trajados de um inconsciente quando sonhamos, quando deliramos, quando fazemos um ato falho, um lapso...¿ pág. 21.
As Três Ecologias que compõem o real segundo Gatarri: meio ambiente, socius e psique.
Subjetividade
¿... Estamos diante de uma escolha ética crucial: ou se objetiva, ou se reifica, se ¿cientificiza¿ a subjetividade ou, ao contrário, tenta-se apreendê-la em sua dimensão de criatividade processual...¿ pág. 24.
¿... É preciso considerar que existe uma essência maquínica que irá se encarnar em uma máquina técnica, mas igualmente no meio social, cognitivo, ligado a essa máquina ¿ os conjuntos sociais são também máquinas, há máquinas científicas, teóricas, informacionais...¿ pág. 51.
¿... O oral mais cotidiano é sobrecodificado pelo escritural; o escritural mais sofisticado é trabalhado pelo oral...¿ pág. 114.
¿... Uma ecologia do virtual se impõe...¿ pag. 116.
¿... Estranhos aparatos, dirão vocês, essas máquinas de virtualidade, esses blocos de perceptos e de afetos mutantes, meio-objeto meio-sujeito...¿ pág. 117.
¿... toda leitura do passado é sobrecodificada por nossas referências no presente...¿ pág. 128.
¿... a subjetividade coletiva territorializada é hegemônica...¿ pág. 131.
¿... O ser não precede a essência maquínica; o processo precede a heterogênese do ser...¿ pág. 138.
¿... A subjetividade entrou no reino de um nomadismo generalizado...¿ pág. 169.
¿... É verdadeiramente indispensável que um trabalho coletivo de ecologia social e de ecologia mental seja realizado em grande escala...¿ pág. 174.
¿... É o socius, em toda sua complexidade, que exige ser re-singularizado, re-trabalhado, re-experimentado...¿ pág. 176.
Os K-logs
Os Know-logs representam, estes sim, o verdadeiro significado de comunidades de conhecimento. São como pequenos jornais virtuais segmentados nos assuntos relevantes ao público, principalmente porque o público é quem publica os artigos e as rege as pautas.
A diferença entre os k-logs e os weblogs , é uma questão organizacional e não estrutural. Os k-logs nascem como alternativa viável a grupos de discussão que visam aprofundamentos nos mais variados campos do saber. Por ser uma ferramenta simples, torna a comunicação de artigos, resenhas, opiniões e críticas muito mais eficaz. Os blogs utilizados para a criação de uma inteligência, ou consciência, coletiva unem a comunicação assícrona dos e-mails, com a onipresença da WWW. Alguns pensadores mas céticos não vêem os blogs como ferramenta revolucinária, mas isso se deve mais ao conceito de ¿revolução¿ que eles utilizam do que às mudanças de práxis que esta ferramenta está possibilitando. Considero os blogs revolucionários, por que a partir deles uma nova relação ¿homem-intenet¿ está se formando. Mesmo os heavy-users da informática se espantam com a praticidade de um blog. Enquanto escrevo milhares de pessoas estão agora ouvindo pela primeira a palavra blog, milhares de outras estão criando novos blogs, e outro tanto atualizando-os.
NOVO DICIONÁRIO AURÉLIO DA LINGUA PORTUGUESA
Consciência. [do latim conscientia.] Substantivo feminino. 1. Filosofia. Atributo altamente desenvolvido na espécie humana que se define por uma oposição básica é o atributo pelo qual o homem toma em relação ao mundo (e, posteriormente, em relação aos chamados estados interiores, subjetivos) aquela distancia em que se cria a possibilidade de níveis mais altos de integração. 2. Por extensão. Conhecimento desse atributo. 3. faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados: uma consciência reta; consciência torturada. 4. Conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica: ¿Tudo isso se desenrolava dentro dele sem que ele próprio tivesse plena consciência dos pensamentos.¿(Machado de Assis). 5. Conhecimento, noção, idéia. 6. Cuidado com que se executa um trabalho, se cumpre um dever; senso de responsabilidade: ¿Fez a tradução com toda a consciência.¿ 7. Honradez, retidão, probidade: homem de consciência. ? Consciência coletiva. Sociologia. Conjunto de representações, de sentimentos ou de tendências não explicáveis pela psicologia do indivíduo, mas pelo fato do agrupamento dos indivíduos em sociedade. Consciência de si. Filosofia. Autoconsciência. Consciência moral. Ética. A faculdade de distinguir o bem do mal, de que resulta o sentimento do dever ou da interdição de se praticarem determinados atos, e a aprovação ou o remorso por havê-los praticado.
Subjetivo. [Do latim subjectivu]. Adjetivo. 1. Relativo a sujeito. 2. Existente no sujeito 3. Individual, pessoal, particular: É muito subjetiva a sua visão do assunto. 4. Passado unicamente no espírito de uma pessoa. 5. Filosofia. Válido para um só sujeito. 6. Filosofia. Que pertence unicamente ao pensamento humano, em oposição ao mundo físico.
Subconsciente. [De sub+consciente.] Adjetivo 2 g. 1. Pertencente ou relativo ao subconsciente ou à subconsciência. ? Substantivo masculino. 2. Psicologia. O conjunto dos processos e fatos psíquicos que estão latentes no indivíduo, mas lhe influenciam a conduta e podem facilmente aflorar à consciência: As tendências, os hábitos, as lembranças, os conhecimentos pertencem ao domínio do subconsciente.
Inconsciente. [De in + Consciente]. (...). 9. Psicologia. O conjunto dos processos e fatos psíquicos que atuam sobre a conduta do indivíduo, mas escapam ao âmbito da consciência e não podem a esta ser trazido por nenhum esforço da vontade ou da memória, aflorando, entretanto, nos sonhos, nos atos falhos, nos estados neuróticos ou psicóticos, isto é, quando a consciência não está vigilante. ? Inconsciente coletivo. Psicologia. Parte do incosnciente individual que procede da experiência ancestral e transparece em certos símbolos encontrados nas lendas e mitologias antigas, constituindo arquétipos.
Arquétipo. [Do grego archétypon.] Substantivo masculino. 1. Modelos de seres criados. 2. Padrão, exemplar, modelo, protótipo. 3. Psicologia. Segundo C. G. Jung, psicólogo e psicanalista suíço (1875-1961), imagens psíquicas do inconsciente coletivo, que são patrimônio comum a toda a humanidade: O paraíso perdido, o dragão, o círculo, são exemplos de arquétipos que se encontram nas mais diversas civilizações.
Onisciente. [De oni + latim sciente] Adjetivo. Que sabe tudo; onissapiente. (omnisciente).